BlackRock reforça liderança global com AUM recorde e aceleração estratégica em private markets e infraestruturas de IA
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Strategic Highlights – 15 Janeiro 2026
- A BlackRock iniciou 2026 com ativos sob gestão recorde de 14,0 biliões USD, beneficiando de um forte rally de mercados no 4.º trimestre e fluxos líquidos históricos.
- Os long-term net inflows atingiram 267,8 mil milhões USD no trimestre e 698,3 mil milhões USD em 2025, consolidando a liderança global em ETFs e gestão indexada.
- O grupo acelerou a sua aposta em private markets, com 12,7 mil milhões USD de entradas trimestrais e um aumento de 67% nas performance fees, refletindo maior peso de ativos alternativos.
- A estratégia de crescimento está cada vez mais ancorada em infraestruturas ligadas à IA, como data centres e energia, combinando escala, retornos de longo prazo e fees mais elevados.
- A administração reforçou a confiança no ciclo atual através de aumento do dividendo em 10% e expansão do programa de recompra de ações.
Nota de Contexto
A BlackRock é o maior gestor de ativos do mundo, com um modelo assente em três pilares: escala global, liderança em ETFs (iShares) e uma plataforma tecnológica transversal, o Aladdin. Nos últimos anos, a empresa tem procurado diversificar as fontes de receita, reduzindo a dependência de produtos de baixo custo e reforçando a presença em private markets, infraestruturas e soluções de wealth. Esta transição estratégica ocorre num contexto de normalização monetária, maior procura por rendimento e crescente necessidade de financiamento de ativos ligados à transição energética e à infraestrutura digital.
Resultados do 4.º trimestre: escala volta a fazer a diferença
No 4.º trimestre de 2025 (período terminado a 31 dezembro 2025), a BlackRock apresentou resultados claramente acima das expectativas de mercado. O lucro ajustado atingiu 2,18 mil milhões USD, equivalentes a 13,16 USD por ação, superando de forma confortável o consenso. As receitas totais subiram para 7,0 mil milhões USD, impulsionadas pelo aumento dos ativos sob gestão e pela melhoria do mix de produtos.
Os ativos sob gestão cresceram para 14,04 biliões USD, refletindo tanto a valorização dos mercados como fluxos líquidos muito robustos. A força do modelo indexado manteve-se evidente, com os ETFs a continuarem a ser o principal motor de crescimento orgânico, numa fase em que os investidores voltaram a assumir risco de forma gradual.
Fluxos: ETFs dominam, obrigações recuperam, alternativas ganham peso
A composição dos fluxos revela tendências estruturais importantes. Os produtos de ações registaram entradas de 126,1 mil milhões USD, ligeiramente abaixo do ano anterior, enquanto os produtos de rendimento fixo captaram 83,8 mil milhões USD, beneficiando de expectativas de cortes de juros e de uma procura acrescida por rendimento.
Mais relevante do ponto de vista estratégico foi o desempenho dos private markets. As entradas de 12,7 mil milhões USD no trimestre, combinadas com um aumento expressivo das performance fees para 754 milhões USD, confirmam a crescente contribuição das alternativas para a rentabilidade do grupo. Este segmento oferece margens mais elevadas e receitas mais estáveis, em contraste com a pressão estrutural sobre fees na gestão passiva.
Infraestruturas e IA: a nova fronteira de crescimento
A BlackRock tem vindo a posicionar-se como um dos principais financiadores globais de infraestruturas críticas, com destaque para ativos ligados à inteligência artificial, como data centres e redes de energia. A associação a projetos de grande escala neste domínio ilustra a estratégia de canalizar capital institucional para ativos reais com procura estrutural elevada e barreiras à entrada significativas.
Este foco está alinhado com a ambição declarada de alcançar 400 mil milhões USD de fundraising cumulativo em private markets até 2030, transformando as infraestruturas digitais num pilar central de crescimento de longo prazo e de diferenciação face a outros grandes gestores de ativos.
Distribuição e wealth: parcerias como acelerador
No segmento de wealth management, a BlackRock reforçou a sua presença através de parcerias estratégicas com grandes bancos internacionais, passando a gerir carteiras significativas de clientes de elevada renda. Este modelo permite escalar ativos de forma eficiente, recorrendo à plataforma Aladdin e à capacidade de construção de portefólios, enquanto os parceiros mantêm a relação comercial com o cliente final.
A tendência reflete uma mudança estrutural no setor financeiro, com bancos a privilegiarem aconselhamento e planeamento financeiro, delegando a gestão de ativos a especialistas globais com escala e tecnologia.
Capital allocation e leitura de mercado
A decisão de aumentar o dividendo em 10% e de reforçar o programa de recompras de ações sinaliza confiança da administração na sustentabilidade dos fluxos e na capacidade de geração de caixa. Após um desempenho acionista mais modesto em 2025, estas medidas funcionam como âncora de valorização e reforçam a atratividade do título num contexto de maior concorrência no setor.
Conclusão
A BlackRock entra em 2026 a partir de uma posição de força rara no setor financeiro global. A combinação de escala recorde, liderança em ETFs e aceleração clara em private markets e infraestruturas de IA reforça a qualidade e a diversificação do modelo de negócio. Embora a pressão competitiva e regulatória se mantenha, a capacidade de captar fluxos em múltiplos ciclos e de adaptar o mix de receitas posiciona a BlackRock como um dos principais beneficiários estruturais da transformação dos mercados de capitais na próxima década.
Visite o Disclaimer para mais informações.
Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Earnings (Resultados) da BlackRock, formato “News”, atualizado com informações até 15 de Janeiro de 2026. Categorias: Serviços Financeiros. Tags: Acionista, BlackRock, Serviços Financeiros, EUA, Fundos)