Morgan Stanley Earnings, News – 15 Fev 26

Morgan Stanley fecha 2025 com recorde de receitas, aceleração em M&A e reforço do “core” de wealth management


Aqui pode acompanhar as últimas informações relacionadas com a Morgan Stanley. Acompanhamos de forma contínua os desenvolvimentos mais relevantes que impactam esta empresa e consolidamos os pontos essenciais num formato que oferece uma visão clara, objetiva e alinhada com a nossa análise.


Strategic Highlights

  • A Morgan Stanley superou as expectativas no 4.º trimestre, com EPS de 2,68 dólares vs. 2,44 dólares esperados, beneficiando do regresso forte do dealmaking.
  • A receita de investment banking subiu 47% para 2,41 mil milhões de dólares, com o debt underwriting a disparar ~93% para 785 milhões, apoiado por volumes mais elevados.
  • A banca registou receita anual recorde de 70,65 mil milhões de dólares e ações subiram >4% após os resultados; em 2025, o título acumulou cerca de +41%.
  • A divisão de wealth management continua a ser o estabilizador do modelo: receitas trimestrais de 8,43 mil milhões (+13%) e AUM de 9,3 biliões de dólares, aproximando-se da meta de 10 biliões.
  • Em paralelo, o banco promoveu 184 managing directors (+6% vs. 2025), com 70% das promoções em funções geradoras de receita, refletindo confiança num ciclo mais favorável para banca de investimento e mercados.

Nota de Contexto

A Morgan Stanley combina uma plataforma histórica de Institutional Securities (investment banking e trading) com uma aposta estruturante em wealth management, que oferece receitas mais estáveis e baseadas em comissões. O contexto do final de 2025 e início de 2026 aponta para reabertura do “risk appetite” corporativo e de mercados, com recuperação de M&A, dívida e operações de equity, mas num enquadramento ainda descrito como macro “complicado” e com risco geopolítico elevado. A leitura estratégica do trimestre é, por isso, a da convergência de dois motores: ciclo positivo de dealmaking e robustez do negócio recorrente de gestão de patrimónios.

1) Resultados do 4.º trimestre: “beat” de EPS e recorde anual de receitas

O trimestre confirmou a capacidade do banco em transformar a melhoria do ciclo de mercados em resultados. O EPS de 2,68 dólares ficou acima do consenso (2,44 dólares), num contexto em que o setor voltou a capturar uma recuperação da atividade corporativa (M&A e underwriting) e do dinamismo de mercados.

O dado estrutural mais importante é o recorde anual:

  • Receita anual de 70,65 mil milhões de dólares, novo máximo histórico para a instituição.

O mercado leu este conjunto como sinal de execução forte: as ações reagiram com uma subida superior a 4% após os resultados e carregavam já uma valorização de cerca de 41% em 2025, evidenciando que a instituição vinha a ser reprecificada como beneficiária do ciclo de dealmaking e de mercados.

2) Investment Banking: a alavanca cíclica voltou a funcionar, com dívida no comando

A surpresa mais “limpa” nos resultados está no investment banking, onde a recuperação foi ampla e quantitativamente expressiva:

  • receitas de 2,41 mil milhões de dólares, +47% face a 1,64 mil milhões.

O detalhe que importa para 2026 é a composição:

  • debt underwriting: +~93% para 785 milhões, refletindo maior emissão;
  • equity underwriting: +8,6%, após uma base comparativa muito forte no ano anterior.

A leitura estratégica é que o banco está a capturar uma janela em que:

  • empresas voltam a financiar-se (dívida e híbridos),
  • patrocinadores financeiros reativam processos (com alternativas entre M&A e IPO),
  • e a atividade de grandes transações regressa com escala.

A gestão descreveu mesmo um pipeline a acelerar em M&A e IPOs, antecipando mais negócios em áreas como healthcare e industrials, e destacando maior atividade de sponsors por terem “dual track” (venda vs. IPO).

3) Institutional Securities e trading: resiliência de receita e apoio dos mercados acionistas

A divisão Institutional Securities reportou 7,93 mil milhões de dólares de receita no trimestre, ligeiramente acima do esperado (7,89 mil milhões).

No trading, a mensagem essencial é qualitativa, mas relevante: a instituição reportou receitas anuais recorde em equity trading, beneficiando de:

  • mercados acionistas em máximos no final do ano,
  • rotação e rebalanceamento de carteiras num ambiente de volatilidade e mudanças de expectativas de política monetária.

Isto reforça o perfil típico da Morgan Stanley: quando o ciclo de mercados melhora, a plataforma institucional amplifica resultados; quando o ciclo piora, o “amortecedor” está no wealth management.

4) Wealth management: o motor estrutural aproxima-se do patamar simbólico de 10 biliões

A divisão de wealth management continua a ser a âncora do modelo, tanto pela dimensão como pelo caráter recorrente:

  • receitas de 8,43 mil milhões de dólares no trimestre, +13%;
  • AUM de 9,3 biliões de dólares, próximo da meta de longo prazo de 10 biliões.

O trimestre mostrou capacidade de captação:

  • 122,3 mil milhões de dólares em ativos líquidos novos;
  • 45,6 mil milhões em fluxos de ativos baseados em comissões.

E também disciplina de rentabilidade:

  • margem de 21,3% após impostos (com referência a margens antes de impostos perto de 30%).

Um ponto estratégico que merece destaque é a “ponte” entre investment banking e wealth: parte das entradas líquidas veio de clientes que, após transações na divisão de banca de investimento, passaram a necessitar de aconselhamento e gestão patrimonial, um mecanismo de cross-sell que tende a reforçar a vantagem competitiva quando o ciclo de deals aquece.

5) Capital, M&A e disciplina: “excesso de capital”, mas barra alta para aquisições

O CEO Ted Pick reconheceu existência de capital excedentário, mas sublinhou uma postura paciente e seletiva para aquisições, lembrando o custo de integração de transações anteriores (Smith Barney, E-Trade, Eaton Vance) e a necessidade de manter a fasquia alta num mercado onde muitos ativos “privados e públicos” transacionam a níveis elevados.

O banco aumentou o dividendo trimestral, reforçando a narrativa de retorno ao acionista suportado por resultados e capital.

6) Sinalização interna: promoções a managing director como proxy do ciclo

A notícia de 8 janeiro 2026 sobre promoções complementa os resultados com um indicador de sentimento interno. O banco elevou 184 colaboradores a managing director, +6% face às 173 do ano anterior, e com foco em funções de receita (70%).

A distribuição das promoções, 48% em Institutional Securities, seguida de investment management (12%) e wealth (9%), sugere que a instituição está a reforçar capacidade precisamente onde a alavancagem ao ciclo é maior.

7) Perspetivas 2026: oportunidade cíclica com riscos de execução e “macro complicado”

A mensagem agregada aponta para um 2026 potencialmente forte em dealmaking, mas com cautela. O banco está otimista, porém a gestão alertou para riscos geopolíticos e um pano de fundo macro mais complexo.

O que o mercado tenderá a monitorizar daqui para a frente:

  • sustentabilidade do pipeline de M&A/IPO (e se a aceleração se traduz em fees recorrentes);
  • manutenção de momentum em underwriting de dívida após o salto de ~93%;
  • evolução da margem do wealth management e continuidade de captação rumo aos 10 biliões;
  • disciplina de capital (retorno vs. aquisições) num ambiente de valuations elevados.

Conclusão

A Morgan Stanley entra em 2026 com uma combinação rara: recorde anual de receita (70,65 mil milhões de dólares) e reaceleração visível do motor cíclico de investment banking, com crescimento de 47% no trimestre e um salto de ~93% em debt underwriting. Ao mesmo tempo, o banco mantém a característica que o diferencia no ciclo: uma plataforma de wealth management muito grande e estável, já em 9,3 biliões de dólares de ativos, a servir de amortecedor e fonte de retornos recorrentes.

A implicação estratégica é que, se o ciclo de deals e mercados se mantiver favorável, a Morgan Stanley está bem posicionada para “capturar upside” com alavancagem operacional. Se o contexto se deteriorar, a base de wealth management continua a dar estabilidade, e é precisamente esta assimetria que ajuda a explicar a forte reprecificação do título em 2025 e o tom confiante expresso nas promoções e no retorno ao acionista.


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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.

(Artigo sobre os Earnings (Resultados) da Morgan Stanley, formato “News”, atualizado com informações até 15 de Fevereiro de 2026. Categorias: Serviços Financeiros. Classe de Ativos: Ações. Tags: Acionista, EUA, Morgan Stanley, Bancos, Serviços Financeiros, Banco de Investimento)

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