O que são acções?

Com uma lógica semelhante às obrigações que se baseia na compra de dívida de uma empresa com direito a juros, as acções permitem comprar parte da empresa. Quando adquire acções torna-se um accionista, e tecnicamente torna-se proprietário de uma fracção da empresa, logo quando a empresa cresce, cresce também o valor das suas acções.

Com a finalidade de aumentarem o seu capital sem a desvantagem de se endividarem, as empresas emitem acções como uma alternativa mais barata que obrigações. Dessa forma não têm que pagar juros aos accionistas apenas pagam dividendos, se assim o decidirem ou estipularem nos estatutos. O capital gerado é usado para investir na empresa ou expandir o negócio a outros mercados.

As acções são lançadas e transaccionadas no mercado de acções que por sua vez se organiza nos diferentes países ou regiões como bolsas accionistas. Como por exemplo os EUA com o NYSE (New York Stock Exchange) e o NASDAQ, no Reino Unido o London Stock Exchange e em Portugal o PSI20 num índice agrupa as 20 empresas nacionais mais valiosas.

Existem diferentes tipos de acções

– Preferenciais – Sendo preferenciais, são os primeiros a receber dividendos, os primeiros a receber em caso de falência (prioridade sobre as ordinárias), mas não possuem direito de voto.

– Ordinárias – Em comparação com as primeiras onde perdem prioridades ganham pelo direito de voto.

Vantagens

– Segurança – Apesar de maior risco, quando comparadas com outros instrumentos como depósitos ou obrigações, em contrapartida oferecem possibilidade de ganhos ilimitados, pois é de prever que, ao longo do tempo, a empresa tenha uma trajectória de crescimento que reflectirá no crescimento do valor das respectivas acções;

– Dividendos – Pagamentos regulares aos accionistas, tipicamente feitos trimestralmente ou anualmente. São distribuídos quando uma empresa possui um excedente de lucro e decide recompensar os seus investidores;

– Liquidez – Possibilidade de vender a nossa parte quando quisermos e com alguma facilidade em encontrar compradores. Idealmente vender acima do valor de compra inicial;

– Direito de voto – Pode conferir direito do voto em eleições dos Quadros, Concelho Executivo, ou mudanças de estratégia. Sendo o poder de voto proporcional ao valor que possuímos em acções da empresa;

Desvantagens

– Rácio Rentabilidade/Risco – Permite bons ganhos, mas também perdas significativas, num caso extremo podemos perder a totalidade do valor investido;

– Prioridade – Em caso de insolvência o accionista está abaixo dos obrigacionistas nas prioridades legais. Numa declaração de insolvência os obrigacionistas são pagos primeiro, e só depois, se ainda restar algum dinheiro, há lugar ao pagamento aos accionistas.

Tempo/Análise – A escolha para a empresa a investir deve ser um processo minucioso de pesquisa, análise de balanços e projecções de viabilidade da empresa, do sector e da concorrência.

Para quem?

O público alvo é abrangente. Serve para os investidores numa fase inicial da carreira e dispostos a incorrer maior risco e poder aumentar o seu retorno. Também para quem procura uma maneira directa de investir a longo termo, podem ser os mais rápidos instrumentos para acumulação de riqueza e de fácil e imediata conversão.

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