Riscos da inflação nos mercados financeiros

O que é a inflação?

Por já termos definido este conceito num artigo, vamos relembrar de uma forma mais simples este conceito. A inflação é a velocidade a que uma moeda perde o seu valor, e por consequência causa a subida geral dos preços de produtos e serviços. Reduz o poder de compra de uma moeda.

Causas da inflação

A principal causa da inflação é o aumento de dinheiro em circulação. Esta regulação é feita pelos Bancos Centrais de cada país ou região através de flexibilização quantitativa, mais conhecida por quantitative easing (algo que deixaremos para outro artigo), mas que consiste numa injecção de dinheiro na economia através da compra de vários activos financeiros.

Existem outras 2 importantes razões que originam inflação

  • Inflação de procura Um aumento na procura de produtos ou serviços, e uma oferta constante pode levar a um aumento de preços. Normalmente acontece em períodos de uma economia saudável, onde o dinheiro é mais abundante e há mais procura. Ou ainda quando há de facto pouca oferta disponível.
  • Inflação de custos Este tipo de inflação acontece devido a um aumento do custo de produção de um bem ou produto, e não havendo alternativas o preço desses bens e produtos aumentam para compensar. Imaginemos o petróleo: em caso de problemas gerais na extracção ou transporte deste, os preços de combustíveis iriam aumentar por consequência.

Riscos para o mercado financeiro

Actualmente, ainda não há consenso do perigo da inflação para a economia no futuro próximo, mas a maior preocupação de alguns investidores é a quantidade de dinheiro que tem sido injectada na economia por alguns bancos centrais. Isto pode levar a um aumento considerável da inflação:

  1. Coloca mais dinheiro em circulação.
  2. Uma melhoria económica extremamente rápida pode levar a um aumento acentuado de consumo.
  3. Não havendo oferta para acompanhar o consumo os preços de produtos e serviços irão consequentemente aumentar.
  4. Consequentemente o aumento ou diminuição de uma moeda face a outra, terá impacto nas importações/exportações dos países que veriam essa variação de valor como algo positivo ou negativo conforme essa alteração.

Para tentar controlar um aumento acentuado de inflação, os Bancos Centrais podem reduzir o dinheiro em circulação e aumentar as taxas de juro centrais, de forma a reduzir o incentivo para o consumo de bens e produtos.

Estas tentativas de ajuste da inflação podem dirigir-nos a outro grande problema, que serão os efeitos nas expectativas dos investidores. Preocupações desta natureza podem levar à diminuição de apetite ao risco, consequente diminuição de investimentos e criando o ambiente para uma nova correcção nos mercados financeiros.

A maior adversidade que os Bancos Centrais enfrentam não é apenas atingir um valor especifico da inflação, até porque regra geral os Bancos Centrais têm como alvo os 2%, mas sim atingir um valor constante de inflação que proporcione o menor impacto possível na economia.

Tendo em conta todos os riscos associados, resta saber se os Bancos Centrais terão sucesso neste seu ambicioso objectivo.

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