Análise fundamental e análise técnica.

Quando investir vai um pouco mais além de um passatempo ou uma actividade exploratória, necessitamos de algumas bases para tomar decisões, isto é, surge a necessidade de analisar mais pormenorizadamente o activo em questão.

Para o fazer existem dois tipos principais de análise, a fundamental e a técnica. Diferem nos indicadores que lhes servem e permitem tomar decisões conforme a natureza do investimento que temos planeado.

Análise fundamental

Esta análise pode assumir várias formas pois resulta na combinação e leitura de indicadores macroeconómicos para tentar medir o valor real do nosso activo financeiro.

Em termos práticos, por exemplo, se o objectivo for para análise de um investimento em acções será quase instintivo validar o contexto económico que rodeia a empresa em causa. Começaríamos por conhecer o seu mercado, as condições da indústria, o relatório de balanços da empresa, o conselho executivo e administrativo actual da empresa, bem como as suas políticas de gestão. A meta será chegar ao valor intrínseco de um activo para tomar uma decisão mais informada.

Imaginemos também o caso de um investimento em commodities, onde o investimento é sensível a fenómenos climáticos, catástrofes como fogos ou tempestades e que podem destruir colheitas inteiras e criar um cenário de escassez. Estas eventualidades influenciam directamente a oferta no mercado. O petróleo é também um bom exemplo de outro tipo de limitação, quando experienciámos recentemente a influência da falta de consenso nas reuniões da OPEC que criou uma volatilidade bastante significativa no preço do barril.

Análise técnica

Optando por uma análise técnica a base passa por estudar a evolução ou o movimento dos preços. O objectivo é conseguir desenhar uma previsão para a movimentação do valor do activo tendo por comparação o seu valor em períodos anteriores, seguindo assim um possível padrão. Determinado um padrão ou uma tendência, com crença de que estes vão continuar a repetir-se, faz-se assim a aposta do seu comportamento no futuro.

Assim, os indicadores aqui utilizados remetem-nos aos padrões. Estes serão desenhados tendo em conta as tendências para se formarem linhas de resistência ou suporte, padrões triangulares e as suas variações entre outros menos comuns. Além destes existem possibilidades de construir padrões definidos pela força e volume dos movimentos, ou até mesmo pelas oscilações de preço.

Conclusão

Com estas duas perspectivas de análise apresentamos assim os principais métodos utilizados pelos investidores. Estes devem ser adequados ao tipo de investimento.

Quando o propósito é uma acção a longo termo, o estudo do contexto e ambiente económico, em que se insere a empresa, oferece uma maior e mais segura informação e esta só é possível seguindo as métricas que iremos dispor se nos direccionarmos para uma análise mais focada nos aspectos fundamentais.

Por outro lado, se o objectivo é trading ou movimentos em curto prazo o mais eficaz será perceber a situação no momento por forma a retirar o seu benefício o mais rápido possível, portanto justifica-se assim uma análise técnica.

No final desta exposição reconhecemos que ainda assim possa haver defensores de cada tipo de análise. Por isso mesmo, a nossa recomendação vai no sentido de que não nos devemos cingir a um único tipo de análise. A combinação das duas é o ideal, mas obviamente irá haver uma inclinação dependendo do tipo de ativo e do horizonte temporal do investimento.

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